Entrevista exclusiva com Markus Reiterberger

O Notícias Motociclísticas entrevistou Markus Reiterberger, piloto alemão de 21 anos, que vai fazer sua primeira temporada completa no World Superbike. Campeão do IDM Superbike em 2015, ele conta como está anda sua preparação, suas inspirações para começar a correr e os principais desafios para este ano.

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Markus Reiterberger, alemão nascido em Obing no dia 9 de março de 1994, é o mais novo entrevistado do Notícias Motociclísticas. Depois de participar de algumas corridas do World Superbike em 2013 e 2015, ele finalmente vai fazer sua primeira temporada completa neste ano pela equipe Althea BMW Racing Team, ao lado do espanhol Jordi Torres.

Apesar de ter apenas 21 anos, Reiterberger já possui uma experiência interessante em competições. Em 2007 e 2008 competiu no Red Bull MotoGP Rookies Cup. Em 2010, foi campeão da Taça Alemã Yamaha e em 2015 conseguiu a glória no IDM Superbike, o titulo mais importante de sua carreira até o momento.

Neste bate-papo, Reiterberg conta como anda sua preparação, os principais desafios que irá enfrentar, como adaptação aos circuitos ainda desconhecidos para ele, além de citar suas grandes inspirações para começar a correr. Uma delas foi seu pai que corria de Speedway e o ajudou muito para que conseguisse se tornar um piloto profissional.

Markus Reiterberger em um dos testes de pré-temporada com a BMW S1000RR. (Foto: WorldSBK)

Markus Reiterberger em um dos testes de pré-temporada com a BMW S1000RR. (Foto: WorldSBK)

Notícias Moticiclísticas: Você está saindo como campeão do IDM no ano passado e ingressando em sua primeira temporada completa no World Superbike em 2016. Já conseguiu perceber as diferenças entre as categorias em termos de ambiente e competitividade?

Markus Reiterberger: Sim, estou muito feliz por estar no World Superbike 2016, é um sonho que se torna realidade. Para mim, muitas coisas são novas, a equipe, o campeonato, os pilotos, etc. Mas estou feliz com isso, feliz por estar em uma equipe tão boa e no Campeonato Mundial.

NM: Você será companheiro de equipe de Jordi Torres, um piloto muito talentoso, mas que ainda está se adaptando com a BMW. Vocês já conversaram em conjunto sobre a evolução da moto? Como é a relação entre vocês?

MR: Sim, ele é um bom piloto e um cara simpático. Nós falamos sobre um monte de coisas, eu o conhecia antes apenas pela TV… Acho que podemos trabalhar muito bem juntos, ajudando a equipe a melhorar a moto. Ele está se adaptando muito rápido à moto e vê um grande potencial nela, então tenho certeza que será difícil superá-lo, mas vou tentar o meu melhor.

NM: O que você sentiu de diferente na moto em relação à BMW que pilotava na IDM, no ano passado? Quais foram as principais modificações feitas desde os testes de 2015 até o momento?

MR: Existem muitas diferenças na moto em geral, mas não são tão grandes. Só temos muito mais coisas para ajustar no chassi, eletrônica e as corridas têm algumas voltas a mais. Preciso aprender e entender esta BMW e me acostumar com todas essas coisas no World Superbike.

NM: Depois de alguns anos, a Alemanha receberá uma etapa do World Superbike. É um sentimento diferente correr diante do seu público?

MR: Sim, sempre. Se você está correndo em seu país, se sente em casa. Muita gente vem e quer vê-lo. Um monte de fãs e uma grande multidão, eu gosto muito!

NM: Quais foram seus ídolos e inspirações para começar no motociclismo?

MR: Meu ídolo é Valentino Rossi, ele é o melhor piloto! Comecei a correr por causa do meu pai, ele é um ex-piloto de Speedway e me ajudou a me tornar um piloto profissional.

NM: Além dos treinos com a equipe e a moto nas pistas, como você está se preparando para esta temporada?

MR: No inverno eu mantenho a forma na academia. Eu treino minha condição física e também tento obter um pouco mais de músculos. Mas eu prefiro treinar no Speedway, Motocroos, Enduro, etc…

NM: Muitos dizem que esta será uma das temporadas mais disputadas da história do World Superbike, devido à chegada de novos pilotos, como Nicky Hayden e Karel Abraham, da MotoGP. Quem você acha que tem condições de ser campeão?

MR: Eu concordo. Podem-se ver pelo menos 15 pilotos com chances de brigar pelo pódio, por isso vai ser muito difícil, são todos muito competitivos. Acho que Jonathan Rea, Tom Sykes e Chaz Davies são os mais fortes.

NM: Antes do inicio do campeonato, ainda haverá mais um teste, em Phillip Island. A equipe vai focar em algum componente especifico, ou pretende testar novos componentes em geral na moto?

MR: Temos que testar alguns novos componentes, com certeza, mas antes eu devo me acostumar com a pista e a nova moto.

NM: Quais são seus objetivos para esta temporada, a sua primeira completa na categoria?

MR: Eu quero aprender muito e também me divertir. É o mais importante! Mas também quero conquistar bons resultados e lutar com os grandes pilotos de ponta.

NM: De todo o calendário deste ano, quais os circuitos que você ainda não conhece e podem exigir um grau de dificuldade maior quanto a adaptação?

MR: Phillip Island (Austrália), Chang (Tailândia), Sepang (Malásia), Losail (Catar) e Laguna Seca (Estados Unidos) são pistas que não conheço. Fico feliz em andar em circuitos novos. Laguna Seca será especial.

NM: Por fim, mande seu recado a todos os brasileiros que estarão acompanhando esta nova temporada do World Superbike!

MR: Olá brasileiros, venham assistir as corridas do World Superbike e torcer por mim! Vocês verão corridas difíceis e de alto nível, aproveitem e divirtam-se. Saudações! Reiti #21

Sobre Daniel Machado

Estudante de administração, aprendeu a gostar das corridas em duas rodas graças a Alex Barros. Curte também um bom Rok'n Roll e viajar pelo Brasil. Escreve sobre corridas desde 2009 e acompanha diversas categorias sobre as duas rodas.

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