Mais uma na caixa: Kawasaki ZX-7R 1990!


Ainda é possível achar motocicletas do século passado na caixa, novas e isso sempre nos deixa com os olhos úmidos. A mais recente descoberta vem da Austrália, onde uma clássica ZX-7R 1990 viu, pela primeira vez, a luz do sol.

Kawasaki ZX-7R (1990) 1Quem foi adolescente na década de 1990 sente, até hoje, palpitações no coração ao ver uma ZX-7R, como se reencontrasse um antigo amor juvenil. A superbike média da marca japonesa era o máximo em esportividade, em uma época onde as importações e a entrada de produtos importados no Brasil estava apenas engatinhando, após 14 anos de interrupção, durante a Ditadura Militar.

Seu motor de quatro cilindros em linha com excelentes 107 cavalos de potência, aliado ao baixo peso de 207 quilos (para a época) tornavam a ZX-7R uma das melhores esportivas de sua era, tanto que em 1993 venceu um Campeonato Mundial de Superbike com Scott Russell. Além disso, os faróis redondos duplos e a sempre chamativa cor verde faziam queixos caírem por onde passasse.

Kawasaki ZX-7R (1990) 3A unidade em questão foi localizada na Austrália (onde recebeu a nomenclatura ZX750H), depois que seu dono resolveu anunciá-la à venda no Ebay para abrir espaço em sua garagem. Tudo está exatamente como foi deixado após a embalagem realizada na fábrica de Akashi, 26 anos atrás. Até os plásticos e isopores de fixação são originais.

Segundo o proprietário, o motor nunca foi ligado. A quilometragem é zero, número que faz qualquer antigomobilista babar como se estivesse a diante do Santo Graal. Ele está pedindo 23.600 dólares australianos pela ZX-7R (mais de R$ 57 mil), quase o dobro do que o modelo custava em 1990. E isso não inclui o frete a revisão completa que a motocicleta precisará passar, caso o novo dono queira rodar.

Kawasaki ZX-7R (1990) 2Essa não é a primeira clássica descoberta sem uso recentemente. Alguns anos atrás localizaram na Espanha uma Yamaha FZR 750 1987 praticamente imaculada, com apenas três milhas registradas no hodômetro. Em 2010, um dono de concessionária na Suécia guardou (de propósito) duas Honda, uma RC30 e uma NR750 na caixa apenas para reabri-las 20 anos depois.