Triumph lança no Brasil Street Triple 765 em duas versões, S e RS


A Triumph está lançando essa semana no Brasil a nova geração da Street Triple, já com o novo motor tricilíndrico de 765cc. Completamente remodelada, a motocicleta chega ao país em duas versões: a básica “S” (R$ 38.990,00) e a topo de linha “RS” (R$ 48.990,00).

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Duas das três versões apresentadas em janeiro desembarcam no Brasil. (Fotos: Triumph/Divulgação)

Apresentada mundialmente em janeiro desse ano, a Street Triple 765 marca a chegada da terceira geração da conhecida e respeitada naked inglesa, que está completando dez anos de existência. Na Inglaterra, o modelo ainda conta com mais uma versão, a intermediária “R”, que não será trazida ao Brasil.

Embora o design geral seja muito parecido com a atual Street Triple 675 (incluindo os polêmicos faróis duplos), a Triumph refinou as linhas da carroceria, que ficaram mais contemporâneas e agressivas graças a novo visor, cobertura de radiador e coletor de ar integrado. O assento também foi remodelado para oferecer um conjunto mais esportivo e apurado, sem sacrificar o conforto.

Motor com maior potência e torque
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Street Triple RS possui 44% a mais de potência que a geração anterior.

Desenvolvido a partir de sugestões dos proprietários ingleses, o novo motor de 765cc possui mais de 80 novos componentes em seu interior – incluindo novo virabrequim, pistões e cilindros galvanizados em Nikasil, e um ainda maior diâmetro e curso. O resultado é um avanço significativo no desempenho, especialmente em baixas e médias rotações.

Cada nova versão da Street Triple (S e RS) sai de fábrica com seus próprios ajustes personalizados no motor e também no módulo da injeção eletrônica. Desta forma, cada versão apresenta um caráter, potência e desempenho adequados para o estilo de pilotagem de cada piloto.

A versão “S”, por exemplo, fornece 113 cv (a 11.250 rpm), o que representa um aumento de até 33% em relação à geração anterior (85 cv, a 11.260 rpm). Seu torque agora chega a 73 Nm (a 9.100 rpm), um acréscimo de 22% em comparação com o modelo antigo (59,9 Nm, a 8.304 rpm).

Já a versão “RS”, topo de linha, proporciona o mais alto nível de desempenho já obtido por uma Street Triple, com 123 cv a 11.700 rpm (um aumento de potência de até 44% sobre o modelo anterior) e torque de 77 Nm a 10.800 rotações, 28% a mais.

Ambos os modelos contam com acelerador eletrônico “ride-by-wire” e modos de pilotagem. Na Street Triple S são dois: “estrada” e “chuva”, enquanto que na RS, são cinco modos: “estrada”, “chuva”, “esportivo”, “pista” e “programável pelo piloto”.

A geometria da transmissão também foi revisada. A 1ª marcha ficou 12% mais curta que no modelo anterior, enquanto a 2ª agora está 5% mais curta. Além disso, no modelo RS, uma nova configuração de embreagem slip-assist (deslizante e assistida) fornece ação mais leve da embreagem com menor esforço e ainda evita o travamento das rodas durante as frenagens.

Eletrônica de primeiro mundo
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O novo painel em TFT é o grande destaque visual da Street Triple RS.

Conforme pediam os proprietários, a eletrônica da Street Triple foi sensivelmente melhorada, a começar pelo painel de instrumentos, que agora é uma tela de cinco polegadas em TFT ajustável e totalmente colorido na Street Triple RS. Há três estilos diferentes de exibição à sua escolha, pré-definidos para os modos de pilotagem e facilmente alteráveis durante o uso.

Para garantir que a tela esteja legível em todas as condições de clima e iluminação, cada um dos três estilos pode ser selecionado com contraste “alto” ou “automático”. A moto ainda vem com um conjunto adicional de mais três estilos de exibição da tela, que inclui ainda cronômetro de voltas.

Isso sem mencionar os recursos convencionais, como consumo de combustível (médio e instantâneo), autonomia, seleção de modos de pilotagem, informações de serviço, temperatura do motor, entre outros. O acesso é feito através de um interruptor com um joystick intuitivo de cinco direções, otimizado ergonomicamente para facilitar o seu uso.


Na Street Triple S, o painel é em LCD e similar ao disponível no modelo atual. Isso permite ao piloto selecionar os modos de pilotagem em movimento ou parado e acessar informações do computador de bordo, como hodômetro, medidor de combustível, autonomia, distância percorrida, relógio e indicador de posição de marcha. Os botões são no próprio painel.

Os freios, como não poderia deixar de ser, possuem ABS de série, mas com diferenças nas duas versões. Comutável na Street Triple RS pelo modo de pilotagem “programável pelo piloto”, a modulação pode ser ajustada de acordo com as configurações de estrada ou pista, ou ser completamente desligado.

O mesmo pode-se dizer do controle de tração. Na Street Triple S, as configurações podem ser gerenciadas pelo menu de instrumentos, selecionando os modos de pilotagem de “estrada” ou “chuva”. Na RS, o controle de tração é gerenciado pelo modo de pilotagem “programável pelo piloto”, selecionando a configuração de controle de tração desejada, entre “estrada”, “chuva”, “pista”, “esportiva” ou “desligada”.

A Street Triple RS é equipada com um quickshifter, que permite aumentos de marcha sem o uso de embreagem, o que é até 2,5 vezes mais rápido do que o tempo exercido por um piloto competente com a embreagem. Esta tecnologia pode ser adicionada como um acessório opcional na Street Triple S.

Mais leve, ágil e com ciclística revisada
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Motocicleta ficou ainda mais leve e manobrável.

O chassi da Street Triple está mais leve, muito graças ao novíssimo braço oscilante com abertura superior, na suspensão, que foi projetado especificamente para a nova linha, resultando em maior rigidez torcional longitudinal combinada com uma redução de engenharia da rigidez lateral. O peso a seco é de 166 kg, dois a menos que a geração anterior.

A Street Triple S vem com garfos dianteiros invertidos Showa de 41 mm, de funções separadas, com 110 mm de curso, enquanto a suspensão traseira é do tipo monochoque, com reservatório “piggyback” ajustável para pré-carga. Nos freios, pinças Nissin deslizantes de dois pistões na dianteira e uma pinça deslizante de pistão único Brembo na traseira. Os pneus são Pirelli Diablo Rosso Corsa.

Já a RS possui garfos frontais Showa com 41 mm de maior especificação, ajustáveis para retorno e compressão. A suspensão traseira amortecedor Öhlins STX40. As peças de maior qualidade também são vistas nos freios, com pinças radiais monobloco Brembo M50 de quatro pistões na dianteira e pinça deslizante de pistão individual na traseira, também da marca italiana. Os pneus são Pirelli Diablo Supercorsa, ainda mais esportivos.

A Street Triple S está disponível nas cores Diablo Red e Phantom Black (metálico), enquanto que a RS pode ser adquirida nas cores Matt Silver Ice e Phantom Black (metálico). As duas versões contam com mais de 60 acessórios disponíveis nas 14 concessionárias do país.

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Triumph Street Triple 765 S
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