Vins Duecinquanta, uma motocicleta que promete acelerar corações de 2 tempos


Motores de dois tempos são mais do que um método de engenharia. É um estilo de vida, que ainda tem muitos adeptos. Pensando assim, a pequena fabricante italiana Vins acaba de anunciar a adorável “Duecinquanta”, uma superbike de 250cc, que promete acelerar os corações órfãos de uma 2T zero-quilômetro.

vins-duecinquanta-2018-capaSediada em Maranello, a Vins já havia chamado atenção em 2015 com o lançamento da Powerlight, uma esportiva V-twin de 100cc construída em fibra de carbono. A nova Duecinquanta (que significa 250cc em italiano) compartilha dos mesmos princípios, apenas com uma embalagem mais forte.

Mas os motores de 2 tempos não haviam sido proibidos? Não exatamente. O que foi banido foram suas fortes emissões de poluentes. Mas a Vins garante ter contornado o problema utilizando o mesmo princípio das nova KTM, ou seja, um sistema avançado de injeção direta, que garante todas as vantagens desse tipo de propulsor dentro dos padrões do Euro4.


Amantes do peso pluma, os engenheiros da Vins (alguns oriundos da equipe Ferrari de F-1) criaram um chassi monocoque em fibra de carbono, material que também acompanha as rodas, braço oscilante e garfos dianteiros. O sistema de amortecimento é do tipo central, como nas BMW. Coisa fina.

O resultado é uma motocicleta com menos de 95 kg e mais de 82 cv, de acordo com a marca. Trata-se de uma relação peso/potência melhor do que as 250cc de 4 tempos que são utilizadas na Moto3. A velocidade máxima citada fica por volta dos 200 km/h. Se você se entusiasmou, prepare-se. O preço sugerido é de € 40.000 euros.

Existe ainda uma versão exclusivamente para o uso em autódromos, a “Competizione” com 288cc (não deveria chamar-se Dueottantotto?), ainda mais leve (85 kg) e ainda mais potente (por volta dos 100 cv), capaz de atingir os 240 km/h. Naturalmente, o preço também é ainda maior: € 50.000 euros. 


Sobre Lucas Carioli

Publicitário de formação, jornalista por opção, principalmente sobre o motociclismo, o único "ismo" que pratica. Quando não está escrevendo ou tocando rock, está perdido em alguma estrada com sua moto.