Cristian Gabarrini sobre Jorge Lorenzo: “Outra temporada como essa seria inaceitável”


O chefe dos mecânicos de Jorge Lorenzo, Cristian Gabarrini foi enfático ao analisar a primeira temporada de Jorge Lorenzo na Ducati. O italiano disse que outra temporada como a de 2017 seria inaceitável para o pentacampeão mundial espanhol.

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Gabarrini e Lorenzo. O objetivo é vencer em 2018. (LAT)

Lorenzo teve a sua pior temporada desde que chegou à MotoGP em 2008, conquistando apenas três pódios e nenhuma vitória, o que não acontecia desde as 250cc em 2005. Gabarrini, no entanto garante que tudo está sendo feito para uma volta por cima em 2018.

“Os objetivos estão mudando com o passar do tempo. No início da temporada, estávamos focados na confiança de Jorge com a moto. Mais tarde, tinhamos que estar sempre entre os cinco primeiros e, finalmente, lutar pela vitória sem importar a corrida ou as condições. Nas últimas corridas ele estava lá, e com mais duas rodadas, a confirmaríamos. Se no próximo ano encontrarmos os mesmos problemas de 2017, não teremos nenhuma desculpa. Outra temporada como essa seria inaceitável”.

Gabarrini ganhou notoriedade em 2007, quando chegou ao título mundial ao lado de Casey Stoner, até hoje o único a fazê-lo com uma Ducati. Apesar de o australiano ser conhecido por sua feroz pilotagem, Lorenzo está adaptando seu estilo à Desmosedici.

“Jorge conseguiu adaptar seu estilo para aproveitar os pontos fortes da nova moto. Ele colocou muito esforço em fazer coisas que não lhe eram naturais para ser rápido. Com a Yamaha ele sabia como a moto reagiria a qualquer momento e teve que aprender o mesmo com a Ducati. Dito isto, ele não perdiu seu estilo, sua essência.”

Lorenzo encerrou o ano na sétima posição com 137 pontos. Até então, sua pontuação mais baixa havia sido em 2008, quando somou 180 na sua temporada de estreia pela Yamaha. Enquanto isso, seu companheiro de equipe Andrea Dovizioso encerrou o ano com 261 pontos e o vice-campeonato.


Sobre Lucas Carioli

Publicitário de formação, jornalista por opção, principalmente sobre o motociclismo, o único "ismo" que pratica. Quando não está escrevendo ou tocando rock, está perdido em alguma estrada com sua moto.