Empresa suíça customiza BMW com pintura inspirada na Fórmula 1


A empresa suíça de customização VTR Customs decidiu deixar uma sisuda BMW K100 um pouco mais esportiva nesse trabalho que teve como inspiração as corridas de longa duração e os carros de Fórmula 1.

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BMW K100 da VTR Customs: a aerodinâmica veio das motos de Endurance antigas, já a pintura…(Fotos: PHOTOCAB/Andri Margadant)

Sediada em Schmerikon, na Suíça alemã, a VTR Customs não é apenas mais uma oficina mecânica de motocicletas customizadas. Os caras também são pilotos profissionais e competem regularmente em campeonatos europeus como o Sultans of Sprint.

A ideia para o novo projeto surgiu nessas corridas, quando caminhavam pelo paddock de Spa-Francorchamps, na Bélgica: “Caminhando ao longo dos boxes, fiquei impressionado com o evento e as motos”, disse o chefe Dani Weidmann. “Foi quando eu soube que nosso próximo modelo seria uma homenagem aos pilotos de endurance dos anos 80“.

A escolhida para esse trabalho foi uma BMW K100. Produzida entre 1983 e 1992 com um motor de quatro cilindros montado longitudinalmente, a motocicleta não é exatamente esportiva, tendo entrado para a história como o primeiro modelo a conter freios ABS de série, em 1988. Contudo, oferecia uma base perfeita para o que a VTR tinha em mente.

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A pintura foi inspirada pelos carros da Jaguar na Fórmula 1.

Na dispensa da VTR, eles encontraram uma velha carenagem de Suzuki GSX-R 750, assim como uma rabeta e um conjunto de rodas de três raios, que serviam como uma luva para a BMW K100. A ideia do projeto era deixá-la com a mesma aparência das motos das corridas de longa duração, que estavam no auge entre os anos 70 e 80.

Além desses elementos-chave, já tínhamos uma imagem do design em nossas cabeças”, disse Dani. “Teríamos dois faróis – com uma cobertura de corrida de liga leve sobre um deles, para deixar o visual estilo ‘um olho‘”. A tampa é removível para atender ao código de trânsito suíço.

O motor de 987 cm³ oferece de fábrica 89,7 cv a 8.000 rpm e 8,75 kgf.m de torque à apenas 6000 giros. O aspecto é pesadão, mas essa é uma característica que Weidmann quis preservar para manter ‘a vibe dos anos 1980’, quando tamanho e potência significavam tudo. Apenas algumas linhas foram suavizadas no para-brisa e rabeta.

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O largo motor de quatro cilindros longitudinais foi mantido quase original.

Poucas mudanças mecânicas foram feitas. As alterações estão nos detalhes, como no escapamento do tipo “4×1” em aço inox fornecido pelos italianos da Unit Garage, o tacômetro Motogadget Motoscope Classic, o bocal do tanque Repro e o cilindro mestre do freio Magura. Há também um interruptor de partida no cockpit.

A K100 também foi equipada com uma lanterna traseira ridiculamente pequena, a menor encontrada à venda no mercado. “Nós queríamos escondê-la na cauda no início, mas depois decidimos colocá-la no topo para seguir o estilo das corridas de endurance“,confessa. O assento cinza escuro foi costurado à mão em alcantara.

Por fim, a escolha da pintura. “Depois de tentar algumas combinações de laranja, fizemos uma pausa para o café e vimos alguns carros mais antigos da Fórmula 1“, conta Weidmann. A inspiração acabou sendo os carros verdes da Jaguar, que competiu entre 2000 e 2004. A marca inglesa acabaria sendo vendida para a atual Red Bull no ano seguinte.

Como resultado, a K100 acabou recebendo um tom verde escuro, o famoso “British Racing Green” combinado com o branco dos bancos HSBC. “A única mudança que fizemos foi transformar o logotipo em ‘HSKC’, uma referência a nossa cidade natal” revela Weidmann. O logotipo 24h segue o mesmo padrão das 24 Horas de Le Mans e as rodas douradas completam o visual.


Sobre Lucas Carioli

Publicitário de formação, jornalista por opção, principalmente sobre o motociclismo, o único "ismo" que pratica. Quando não está escrevendo ou tocando rock, está perdido em alguma estrada com sua moto.