Harley-Davidson pode transferir força de trabalho dos EUA para a Tailândia


Recentemente, a Harley-Davidson anunciou que a fábrica em Kansas City seria fechada deixando uma grande questão no ar: o que aconteceria com todo o trabalho que era realizado por lá? Agora, a possibilidade é de que parte seja realocado na nova planta que a marca está construindo na Tailândia.

harley-davidson-kansas-city-2A informação veio do jornal norte-americano USA Today, após ouvir reclamações de um sindicato ligado à Harley-Davidson na semana passada. Eles afirmam que uma parte da força de trabalho está indo para a planta de York, na Pensilvânia, enquanto outra vai para Bancoc, capital da Tailândia.

Questionada a respeito, a Harley-Davidson nega: “A planta em construção na Tailândia é uma questão separada e não relacionada“, disse um porta-voz da marca. “Parte de nossa estratégia de longo prazo é aumentar nossos negócios internacionais em 50% até 2027. As instalações da Tailândia nos permitirão ser competitivos e oferecer aos clientes maior acesso à nossa marca e aos nossos produtos em um mercado global em expansão“.

Verdadeiro orgulho norte-americano, a Harley-Davidson tem visto suas vendas no mercado doméstico despencarem nos últimos dois anos. Por outro lado, os resultados no exterior tem se mantido no verde (assim como no Brasil), o que tem salvado os cofres da empresa.

A manutenção de uma mão de obra mais barata em países emergentes é uma estratégia muito utilizada por multinacionais nos últimos anos, mas que a Harley-Davidson só parece estar aderindo agora. A marca de Milwaukee segue o exemplo de BMW e KTM, que tem obtido resultados extremamente positivos.

O aumento da capacidade de produção na Ásia é consistente com a estratégia de longo prazo da empresa de focar no crescimento internacional“, continuaram antes de reafirmar: “Não se pretende reduzir a produção nos EUA”, garantem.

A Harley-Davidson passa por um momento de transição. A linha 2017/2018 foi a que mais promoveu atualizações nas últimas décadas e mais vem por aí: eles pretendem lançar 100 novos modelos nos próximos dez anos, inclusive um elétrico antes de 2020. Até uma parceria com os especialistas em eletricidade da Alta Motors já foi firmada.