Chefe da Yamaha não está preocupado se não tiver equipe satélite em 2019: “não será o fim do mundo”


O chefe da Yamaha Lin Jarvis comentou sobre a possibilidade de a marca japonesa contar com apenas duas motos na próxima temporada de MotoGP. Para o dirigente, no entanto, isso não é um problema de perder o sono: “não seria o fim do mundo“, garante.

lin-jarvis-yamahaJarvis foi entrevistado pelos alemães do Speedweek onde comentou sobre as negociações de uma nova equipe satélite para 2019. No ano que vem, a Tech3, parceira da Yamaha há 18 anos, utilizará equipamento da KTM.

A Marc VDS sempre pareceu ser a equipe que mais provavelmente herdaria as M1 da Tech3” disse Jarvis. “Agora, estamos esperando, não posso dizer mais do que isso. Após o anúncio da Tech3, conversamos com várias equipes. Nós tínhamos negociado mais com a Marc VDS, para nós era a melhor candidata”, revela.


Apesar disso, a equipe belga envolveu-se em uma polêmica nos últimos meses entre seu dono, Marc van der Straten e seu chefe, Michael Bartholemy. Este foi acusado de fraudes financeiras pelo primeiro e, antes de chegarem a um acordo chegou-se a cogitar uma batalha judicial.

“Esperamos e ainda estamos à espera”, garantiu Jarvis. “Primeiro a situação precisa ser esclarecida, então vamos avaliar se ainda é uma candidata a ser uma equipe Yamaha cliente”, afirmou. Sobre a nova equipe Petronas, o britânico também foi cauteloso: “O que falta é um lugar para a equipe. Também faltam pilotos, já que [Jorge] Lorenzo e [Andrea] Iannone escolheram Honda e Aprilia. Ainda não há um plano sólido”, aponta.

Sobre Lorenzo, Jarvis garante que tem as portas abertas para o ex-funcionário: “é um dos poucos campeões mundiais atualmente na MotoGP. Conquistou cinco títulos, então foi feito um esforço para mantê-lo no grid, como vimos”, revela. “Não pensaríamos duas vezes em contratá-lo novamente”.

Quanto ao futuro, Jarvis garante que correr provisoriamente com duas motos não é um grande problema: “gostaríamos de ter quatro motos no grid, nunca fizemos disso um segredo, essa é a nossa ideia”, relembra. “Se não acontecer em 2019, não será o fim do mundo. No ano que vem podemos apenas ter duas motos e depois avaliar a situação.


Sobre Lucas Carioli

Publicitário de formação, jornalista por opção, principalmente sobre o motociclismo, o único "ismo" que pratica. Quando não está escrevendo ou tocando rock, está perdido em alguma estrada com sua moto.