Yamaha apresenta a nova R3 na Europa. Veja as fotos


A Yamaha da Europa revelou hoje (11) as primeiras imagens e informações oficiais da nova YZF-R3 que chegará ao mercado a partir de 2019. Com garfos invertidos, eletrônica atualizada e aerodinâmica revista, a pequena superbike promete enfrentar a Kawasaki Ninja 400 sem aumentar a cilindrada do motor.

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Evolução sim, revolução não: a Yamaha aposta no refinamento construtivo para enfrentar a Kawasaki Ninja 400. (Fotos: Yamaha/Divulgação)

Sucesso absoluto de vendas desde sua chegada em 2014, a YZF-R3 ajudou a transformar o segmento das superbikes de pequena cilindrada em um verdadeiro fenômeno mundial, graças à sua capacidade de reunir modernidade e desempenho com um preço mais em conta do que as 600 tetracilíndricas vinham fazendo.

Em um nicho de mercado tão disputado, a concorrência capricha para valer e o último grande golpe na mesa foi feito no ano passado com a Kawasaki Ninja 400. A resposta da Yamaha era inevitável e nós já estávamos acompanhando os indícios desde o início do ano. Mas vamos ao que interessa, a nova R3.

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O motor de dois cilindros e 321cc passou por uma revisão, mas ainda é o mesmo.


Frustrando a expectativa de muitos, a Yamaha não mexeu na cilindrada do motor bicilíndrico de 321 cm³. Ainda bastante moderno, o propulsor de duplo comando para suas 8 válvulas (quatro por cilindro), e refrigeração líquida continua rendendo “apenas” 42 cv e 3,04 kgf.m de torque.

A Yamaha apenas reajustou a centralina eletrônica do motor para um melhor fornecimento de potência e menor consumo de combustível. Agora, de acordo com a marca dos diapasões, a YZF-R3 é capaz de percorrer 100 km gastando apenas 3,8 litros de gasolina.

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Aerodinâmica revista fez o arrasto e a turbulência ficarem 7% menores.


Isso, no entanto, não significa que a motocicleta não esteja mais rápida. As melhorias se concentraram na aerodinâmica, inteiramente revista para que o arrasto e a turbulência fossem reduzidos em até 7%. De acordo com esses cálculos, a velocidade máxima pode ficar até 8 km/h superior.

O design é claramente inspirado nas irmãs maiores, R6 e R1, principalmente em torno dos faróis de LED. O tanque de combustível (de 14 litros) foi redesenhado com uma angulação mais baixa, para deixar a pilotagem mais esportiva e confortável. O assento está a 780 mm do solo. O painel também é um novo display LCD multifuncional que informa, entre outras coisas, a marcha engatada, o nível de combustível, consumo instantâneo e médio, a temperatura do radiador e os intervalos de revisão.

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Eis o grande destaque da nova R3: garfos dianteiros invertidos.

O chassi tubular de aço é o mesmo, mas as suspensões ganharam um trato para lá de especial. A Yamaha equipou a R3 com garfos invertidos KYB de 37 mm completamente novos, detalhe que a Ninja 400 não tem e que proporciona um contorno de curvas muito mais preciso e sensível, principalmente no limite.

Entre as marca japonesas, apenas a Honda CBR250RR (indisponível até na Europa) possui bengalas invertidas, componente normamente mais caro e que é reservado apenas a modelos de maior cilindrada. O amortecedor traseiro da R3 é da mesma marca KYB e o peso total conseguido é de 169 quilos, já totalmente abastecida.

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O painel digital, embora ainda seja de LCD é bastante completo.


As rodas são de alumínio fundido com dez raios, montadas em pneus Dunlop Sportmax nas medidas 110/70-17M (dianteira) e 140/70-17M (traseira). O disco de freio frontal tem 298 milímetros com pinça de dois pistões. O ângulo de cáster é de 32 graus. O equilíbrio atingido no projeto permitiu que a distribuição de peso ficasse em 50-50 entre a dianteira e a traseira.

A nova geração da YZF-R3 chegará aos concessionários europeus em janeiro de 2019 nas cores azul (Yamaha Blue) e preta (Power Black). Preço e disponibilidade para o Brasil não foram divulgados, mas sua presença é aguardada por aqui também, provavelmente no final do segundo semestre.


Sobre Lucas Carioli

Publicitário de formação, jornalista por opção, principalmente sobre o motociclismo, o único "ismo" que pratica. Quando não está escrevendo ou tocando rock, está perdido em alguma estrada com sua moto.