Salão de Milão: Honda apresenta uma CB650F completamente renovada na Itália


A Honda apresentou hoje (6) no Salão de Milão uma CB650F completamente renovada para 2019. Com maior potência, componentes de maior especificação e um visual que mistura elementos modernos e clássicos, a naked busca resgatar os fãs perdidos.

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Moderna e clássica ao mesmo tempo, a nova CB650F quer reconquistar os fãs da antiga Hornet. (Fotos: Honda/Divulgação)

Quando a Honda anunciou a CB650F como substituta da idolatrada CB600F Hornet em 2014, muita gente torceu o nariz. Menos potente e mais discreta, a motocicleta simplesmente não empolgava como a antecessora. No meio do caminho apareceram rivais que deixaram tetracilíndrica visivelmente de lado e esquecida.

Foi exatamente essa emoção perdida que a Honda tentou resgatar nessa segunda geração da CB650F. Muito longe de ser a revolução que aparentava, o novo modelo se baseia no conceito Neo Sports Café, que já havia inspirado a nova CB1000R no ano passado e reapareceu no Salão de Paris em uma versão média, no mês passado.

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O farol é redondo, mas a iluminação é toda em LEDs. (Honda/Divulgação)


Felizmente o reverenciado motor tetracilíndrico de 649 cm³ foi mantido e melhorado. Agora, graças a modificações na câmara de combustão, válvulas de admissão e exaustão, maior taxa de compressão e exatamente 1.000 rpm extras, a CB650F atinge 95 cv de potência, com um torque de 6,52 kgf.m, aproximadamente 5% a mais que sua antecessora. E o melhor: com mais força em médios regimes.

O quadro também foi melhorado, com uma trave mais rígida e longarinas mais flexíveis, ficou 1,9 quilos mais leve. Nas suspensões, agora há novos garfos invertidos (aleluia!) Showa SFF de 41mm completamente ajustáveis, para fã nenhum de Hornet botar defeito. Os discos de freio de 310mm também são inéditos (assim como as rodas) e são mordidos por pinças Nissin radiais de 4 pistões. Naturalmente, o ABS é equipamento padrão.

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O painel é muito mais legível e inteiramente novo. (Honda/Divulgação)


A Honda também tratou de deixar a posição de pilotagem mais esportiva, colocando o guidão mais à frente e para baixo (13mm e 8mm) e as pedaleiras mais altas e recuadas (3mm e 6mm). A altura do assento, contudo permaneceu a mesma, 810mm. Mas agora o piloto tem um painel em TFT (semelhante ao da linha CB500) muito mais bonito para olhar que o anterior de LCD.

Tanque de combustível (de 15,4 litros), aletas, para-lama e rabeta são totalmente novos e retiraram cerca de 6 quilos de massa da CB650F. Saliências na frente e na parte de trás foram reduzidas significativamente, deixando a motocicleta com uma aparência mais dinâmica. No total, são 202 kg na balança, mas já completamente abastecida.

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Superfícies metálicas adornam vários componentes da moto de quatro cilindros. (Honda/Divulgação)


O farol dianteiro é uma unidade redonda, como nos velhos tempos, mas com iluminação diurna e noturna completamente fornecida por LEDs, mesma tecnologia presente nos piscas indicadores de direção e na lanterna traseira. Ainda há embreagem deslizante e controle de tração ajustável.

Outro detalhe não menos importante: os famosíssimos e reluzentes coletores posicionados todos juntos na lateral direita (marca registrada das CB tetracilíndricas de 1974) permaneceu inalterado, para alívio dos puristas. Teremos uma naked old school por mais alguns anos, pelo menos. A moto será oferecida (na Europa) nas cores vermelha, azul, preta e prata. Sua chegada ao Brasil deve acontecer em outubro de 2019.


Sobre Lucas Carioli

Publicitário de formação, jornalista por opção, principalmente sobre o motociclismo, o único "ismo" que pratica. Quando não está escrevendo ou tocando rock, está perdido em alguma estrada com sua moto.