Jonathan Rea: “tenho certeza que bautista pode ser mais rápido”


Mesmo com a limitação de rotações imposta pelo regulamento, Álvaro Bautista não teve grandes dificuldades para vencer as duas rodadas do Grande Prêmio da Holanda, no último final de semana. E Jonathan Rea, já vê a disputa pelo título mundial se complicando: “tenho certeza de que ele pode ir ainda mais rápido“, aponta.

Rea tinha grandes esperanças de voltar a vencer na etapa holandesa, já que o circuito de Assen é daqueles em que domina e Bautista teria que correr com 250 rpm a menos em sua Ducati. Nada disso teve influência no resultado final, que viu duas novas vitórias do piloto espanhol.

Rea ainda conseguiu chegar em segundo na primeira bateria, cerca de 3 segundos atrás de Bautista. Na segunda corrida, no entanto, o britânico não só não conseguiu chegar no espanhol, como perdeu a posição para o ídolo local, Michael Van Der Mark (Yamaha), que realizou uma ultrapassagem sensacional na linha de chegada.

Eu acho que mostrei a todos como se ultrapassa [naquele local] por muitos anos“, disse Rea após a corrida. “Michael me venceu do meu próprio jeito! Mas, para ser honesto, nossa moto não estava realmente forte na pista. Estava meio que entre a quarta e quinta marcha quando aconteceu. Mas fiquei surpreso, porque sua passagem gerou muita turbulência e quase dobrou a minha frente, será interessante ver o replay“, comentou.

Apesar da ação, o fato é que Rea encerrou o final de semana bem longe de Bautista e o tetracampeão ainda acredita que o espanhol não esteja andando no limite: “Temos que tentar fechar essa diferença. Neste momento ainda é um pouco demais. Eu tenho certeza que ele pode ser mais rápido. 100%. Onde eles estão sendo rápidos não sinto que estão a pleno potencial“, analisou.

A próxima etapa acontece no circuito Enzo e Dino Ferrari, localizado em Imola, há poucos quilômetros da fábrica da Ducati, em Bolonha. Mas Rea não está muito confiante de que possa vencer a Ducati em sua própria terra. “Agora não. Estamos muito longe no desempenho, do ponto de vista da máquina“, admitiu o britânico. “Certamente Imola é um circuito muito complicado, muito único. Vamos ver. Alvaro também está andando muito bem, então quando você tem as duas combinações funcionando bem, o resultado é esse“.