Suzuki Hayabusa 2020: o que podemos esperar?


O ano de 2019 marca o vigésimo aniversário de lançamento da Suzuki GSX-R 1340 Hayabusa. Motivo a mais para esperarmos uma grande novidade da marca japonesa no final do ano. Mas o que sabemos até agora? O que podemos esperar? É o que você descobre aqui.

A Hayabusa em sua primeira geração de 1999, ainda com 1300cc. (Divulgação)

Apresentada em 1999, a Hayabusa chocou o mundo por ser capaz de viajar constantemente a mais de 300 km/h, uma proeza até então conseguida apenas por veículos de quatro rodas. Sua velocidade estonteante motivou até a criação de um “acordo de cavalheiros” entre as montadoras, para que a escalada de potência mantivesse níveis razoáveis.

A Hayabusa reinou de forma absoluta e sem muita concorrência por quinze anos, a ponto de até a Suzuki não se preocupar muito em atualizar o seu pacote, o que foi feito pela última vez no já longínquo ano de 2008. Em 2014, porém, o aparecimento da Kawasaki Ninja H2R mudou o jogo e desbancou o velho “falcão peregrino” do posto de moto mais impressionante do mundo.

Desde então, a Suzuki pouco fez para mudar a situação, apenas atualizando seus gráficos e realizando refinamentos menores. A marca de Hamamatsu parece ter sido a marca japonesa que mais sentiu o baque da crise financeira mundial de 2008, e que ainda não se recuperou totalmente.

Suas últimas atualizações aconteceram em 2017. (Divulgação)

O golpe final na atual geração da Hayabusa aconteceu em 31 de dezembro do ano passado, quando a Suzuki foi obrigada a encerrar a sua produção em território europeu (e outros países) devido às normas antipoluição do Euro4. Mas por que isso aconteceu?

Assim como o Brasil tem o Promot (Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares), dividido em fases para reduzir os níveis de poluição na atmosfera, a União Europeia tem o Euro4, ainda mais severo. Introduzido em 2016, o programa ainda permitia que motos do nível “Euro3” fossem oferecidas por mais dois anos. Este é o caso da Hayabusa.

Boatos sobre uma nova geração é o que não faltaram ao longo da década. Falou-se de que a Suzuki aumentaria a capacidade volumétrica do motor para 1500cc ou que um sistema supercharger seria introduzido, igualando-se à rival Ninja H2R e finalmente romper a barreira dos 200 cv.

A ilustração mais recente sugere que a nova geração será assim. (Motorrad)

Também falou-se que a motocicleta estaria um novo conceito aerodinâmico, que daria origem a toda uma nova linhagem de esportivas da sigla GSX-R. Entretanto, apesar das altíssimas expectativas, nunca tivemos evidências físicas de novidades, ou seja, um protótipo flagrado em testes, por exemplo.

Agora, uma nova ilustração (acima) estampa uma reportagem da revista alemã Motorrad. Eles apostam que a nova geração não terá um design muito diferente, com as principais novidades concentrando-se em um novo motor de 1400cc com sistema de válvulas variáveis, cujos registros de patente já foram confirmados.

Parece simplesmente impossível que logo a Suzuki, uma marca que tem aproveitado muito a reciclagem de seus próprios sucessos (vide a recente GSX-S1000 Katana e um possível retorno da linha DR) deixe passar em branco o vigésimo aniversário da Hayabusa em branco. Os próximos meses serão decisivos para o velho falcão.