Chefe da Ducati: “Sem Márquez, a Honda não estaria ganhando nada”


O gerente da Ducati Corse, Paolo Ciabatti está convencido de que as motos da marca já podem ser consideradas as melhores da MotoGP. O único impedimento para o título é Marc Márquez, que mantém a Honda na frente enquanto os outros pilotos da marca não conseguem nem chegar ao pódio.

Ciabatti deu uma entrevista ao site GPone, onde explicou que na última corrida disputada em Le Mans, pilotos da Ducati ocuparam três das quatro primeiras posições de chegada. O diretor  lembrou que a Honda não consegue emplacar um vice-campeão desde 2012, com Dani Pedrosa.

Marc é um piloto que está mudando a história da MotoGP“, comentou Ciabatti. “Acho que, sem ele, a Honda não estaria ganhando nada. Desde 2013, nunca nenhum dos seus companheiros de equipe ficou atrás dele no campeonato e sim a Ducati ou a Yamaha“, lembrou.


Apesar disso, Ciabatti se mostrou satisfeito com o desempenho da Ducati e de seus pilotos nas últimas duas etapas, realizadas em Jerez, na Espanha e Le Mans, na França, circuitos que não costumam favorecer a máquina italiana. Eles esperam voltar a vencer nas próximas corridas.

Agora vêm três circuitos como Mugello, Barcelona e Assen, que são favoráveis. Estamos cientes de que tanto nós como os pilotos temos que fazer mais porque estamos lidando com Márquez e com a Honda, que desenvolveu uma moto especialmente para ele“, destacou. “Mas devemos estar felizes por estar apenas 8 pontos atrás. Claro, estamos cientes de que temos que vencer novamente em breve. Já estamos focados em Mugello“.

O boato da semana, no entanto, foi a possibilidade do irmão de Marc Márquez, Alex ingressar na MotoGP através da equipe satélite da Ducati, a Pramac. Ciabatti não negou as conversas com Emilio Alzamora, mas garante que nenhuma decisão foi tomada.

Ainda é muito cedo para falar sobre quem estará ao lado de [Francesco] Bagnaia, que tem um contrato de dois anos com a gente. Antes de pensar nisso, teremos que tomar a decisão sobre a equipe oficial“, aponta. “Decidimos esperar até ao final do Grande Prêmio de Barcelona. A partir desse momento, teremos os elementos necessários para que possamos nos sentar à mesa e conversar sobre isso. Não há pressa“, finalizou.