KTM volta às origens e relança icônica 450 SMR


Antes de resolver se expandir a outros segmentos, a KTM era essencialmente uma marca especializada em MotoCross e suas variações. Agora, a fabricante austríaca resolveu relembrar os velhos tempos trazendo de volta a 450 SMR, supermoto que marcou época, mas foi descontinuada há sete anos.

Utilizando a mesma plataforma da 450 SX-F de motocross e supercross, a 450 SMR conta com um motor monocilíndrico com refrigeração líquida capaz de bombear impressionantes 63 cv pesando menos de 30 kg. Igualmente notáveis são os longos intervalos de manutenção de 100 horas, já que motores de competição geralmente requerem manutenção constante.

A nova 450 SMR também se beneficia das últimas novidades eletrônicas, ganhando um sistema de gerenciamento Keihin, que oferece mapas de motor ajustáveis, controle de tração e controle de largada. Em conjunto com a caixa de 5 velocidades PANKL Racing Systems, o piloto podem definir mapas diferentes para cada marcha.


A parte ciclística, como era de se esperar, é toda fornecida pela WP, que equipou a motocicleta com garfos XACT de 48 mm e amortecedor traseiro do mesmo modelo totalmente ajustável. A embreagem Suter slipper ajuda a manter o chassi estável em curvas fechadas.

O modelo é equipado com rodas menores que suas irmãs trilheiras. A dianteira tem 16,5 polegadas e a traseira é de 17″, com pneus Bridgestone Battlax para deitar bem nas curvas. Na hora de frear, pinças Brembo mordem um disco de 310 mm na frente e outro de 220 mm atrás, com potencia de parada mais que suficiente.

Os usuários também podem posicionar o guidão em três configurações diferentes para uma ergonomia mais relaxada ou agressiva. O mesmo pode ser dito sobre o braço oscilante, que permite aos pilotos ajustarem a distância entre eixos para sentir a estabilidade de diferentes pistas.

Disponível a partir de novembro de 2020, a KTM 450 SMR será comercializada nos EUA por US$ 11.299 (quase R$ 60 mil) e na Europa por volta de 11 mil euros (R$ 69 mil) dependendo do país. Mas tem um detalhe: a motocicleta não foi projetada para homologação em ruas, nem mesmo possui um kit de conversão. Seu uso é puramente esportivo.