BMW está desenvolvendo sistema de asas móveis para a próxima S1000RR


A febre do momento no motociclismo são as asas instaladas nas superbikes. A próxima pode ser as asas móveis, o que também vem sendo chamado de aerodinâmica ativa. E a BMW é a mais nova fabricante a trabalhar nisso com sua própria visão da ideia.

A marca da bavária entrou com pedidos de patentes na Alemanha mostrando desenhos de asas com superfícies aerodinâmicas móveis na parte dianteira e traseira para alterar o arrasto e a força descendente conforme necessário.

O sistema prevê que cada um dos quatro winglets se mova de forma independente sob a gestão da centralina eletrônica da motocicleta, que monitora aceleração, frenagem, velocidade e ângulo de inclinação para determinar a melhor maneira de maximizar a aderência sem aumentar o arrasto aerodinâmico.


Montados na carroceria, os apêndices aerodinâmicos da BMW também podem ser aplicados na parte inferior dos garfos e do braço oscilante. Isso significa que a força descendente é aplicada diretamente às rodas, em vez de tentar comprimir a suspensão.

Em teoria esse pacote de aerodinâmica ativa deve ajudar a aumentar o downforce nas curvas, bem como nas retas, movendo as asas esquerda e direita, dianteira e traseira individualmente para ajustar onde a força é mais necessária.

Não é uma ideia revolucionária. Asas móveis foram usadas brevemente na Fórmula 1 no início dos anos 1990, antes de serem banidas para limitar a velocidade em curva em nome da segurança. O mesmo aconteceu na MotoGP, cujo regulamento proíbe peças móveis nas motos.


Por outro lado, o regulamento do Mundial de Superbike (WorldSBK) é mais permissivo com a utilização de asas móveis, desde que também sejam equipamentos de série nas motos de produção. Campeonato que a BMW está dedicando maior atenção nos últimos anos contando, inclusive, com apoio oficial.

Outra marca que também olha com mais carinho para o WorldSBK é a Honda, que também já foi flagrada desenvolvendo seu próprio sistema de asas móveis. A ideia dos japoneses, entretanto, é retrair seus winglets em alta velocidade, enquanto os alemães preferem manipulá-los como as superfícies aerodinâmicas de um avião, mudando seu ângulo de ataque.

Em um segmento que também funciona como vitrine tecnológica, parece bastante provável que esses desenvolvimentos sejam apresentados oficialmente nos próximos anos. Além de proporcionarem uma vantagem substancial em corridas informais, agregariam valor e prestígio extras.