Nova Triumph Trident utiliza o mesmo motor da Daytona 675, explica a marca


A Triumph divulgou mais detalhes do motor que equipa a Trident 660, a novíssima naked de entrada da marca britânica. Com soluções de engenharia inteligentes, o propulsor originalmente utilizado na esportiva Daytona 675 agora se destaca pela robustez, baixa manutenção e economia.

A Daytona 675 foi descontinuada em 2016. (Fotos: Triumph/Divulgação)

Não se engane pensando que este é o motor de 660cc da Street Triple S. O que a Triumph fez, na verdade, foi tirar da prateleira o engenho da finada (e saudosa) Daytona 675, que se distingue-se pelas camisas de cilindro “molhadas”.

Os atuais motores de três cilindros da Triumph utilizam camisas de cilindro “secas”, ou seja, com uma proteção bem fina, o que permite um espaçamento mais estreito entre os cilindros de um bloco mais compacto e leve, normalmente de alumínio.

No motor da antiga Daytona 675, no entanto, as camisas molhadas no bloco de ferro fundido estão em contato direto com o refrigerante, o que permite um resfriamento mais eficaz, além de ser mais barato de construir. E custo/benefício é tudo na Trident 660.


É claro que não foi só isso. Com 15 anos de experiência em motores de três cilindros, a fabricante de Hinckley também instalou um novo virabrequim, novos pistões, eixos de comando e cavidades, o que reduziu seu curso de 52,3 para 51,1 mm.

Temos uma vasta experiência na plataforma a partir da qual este motor foi desenvolvido“, disse o engenheiro-chefe da Triumph, Stuart Wood. “Temos um conhecimento completo das cargas de serviço e do ciclo de trabalho que esses motores terão, e isso nos permitiu estender o intervalo de serviço para 10.000 milhas.


Instalado na nova Trident 660, o motor promete ser robusto e confiável.

Concebido originalmente para uma supersport que desenvolvia 123 cv e girava até 13.500 rpm, o motor instalado na Trident 660 atinge apenas 80 cv e um máximo de 10.250 rpm. O curso mais curto também reduz a velocidade média do pistão, pois uma volta completa tem uma distância menor para percorrer, o que reduz a sua carga e estresse.

O ciclo de trabalho e as cargas máximas são menores do que nossas 675s anteriores“, continua Stuart. “No geral isso nos permite especificar trocas de óleo menos frequentes e intervalos de manutenção mais longos. Sabemos que os custos são importantes, e um intervalo de manutenção mais longo torna essa motocicleta mais econômica e barata de manter.

Um motor robusto, derivado das pistas, com potência razoável, que pode cortar giro a vontade, com trocas de óleo menos frequentes e com intervalos de manutenções mais longos. É o tipo de coisa que o brasileiro mais ama. Triumph do Brasil, não seja tola de não trazer a Trident 660 ao país em 2021!